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De volta ao trabalho!


Moda, Gastronomia, Cinema, TV, Música, Teatro, Artes... Um lugar para você ler pensatas inteligentes, textos bem humorados, obervações sobre o universo cultural que nos cerca. Nove meses (de preparação) depois está no ar o Colherada Cultural. Tenho orgulho de fazer parte de um projeto que passa longe da futilidade e cujo lema é liberdade para escrever. Acesse!!! Comente!!! Me conte o que você achou.





Nove mulheres, nove colheres... espero por você! Tem muito texto bacana esperando seu comentário!

Mais um capítulo da minha história com U2


Experiência inacreditável! EU FUI! Assisti a um show do U2 em Dublin, no meio dos irlandeses. Foi a coisa mais incrível da minha vida. Lá, tudo faz sentido, todas as letras, todos os sons. Lá também me senti em casa. Os irlandeses são ótimos, engraçados, a cidade é acolhedora - apesar de fria para minha pessoa tropicaliente. Adorei. Foi demais. Pretendo voltar logo para o mundo dos pubs, das cervejas e das ruas onde tocam canções da minha banda preferida a todo o momento. Inesquecível!!

Chegando no Croke Park, um estádio lindo. Segunda, 27 de julho, 17h30.


Sentada no meu lugar no estádio, que foi enchendo devagar. Aprendi que por lá você não precisa chegar 30 horas antes. As pessoas respeitam a numeração da cadeira e ficam curtindo a prévia do show ao redor da arena, bebendo Carlsberg e Guiness. Comi até um cachorro-quente irlandês.

Espetáculo começou por volta das 21h, de dia ainda em Dublin. O palco da turnê é incrível. Bono! Eba!! A primeira música foi do álbum novo, "No line on the horizon".


Felicidade! Eles tocaram músicas que raramente eu ouviria aqui no Brasil. "Walk On", "Faraway, so close", "Bad", "Where the streets have no name". Momento mais emocionante: ouvir Bono cantar "Sunday Bloody Sunday" em coro com o estádio.
Agora tenho uma excelente história para contar. Vida longa ao U2. Quero voltar a viver essa experiência logo. E aqui posso mostrar o quanto sou fã. E o quanto é bom me sentir assim. Férias!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Férias, graças a Deus!


Finalmente a resposta para onde estavam Cris e Lucy (e Valtito)!! Roma, cidade aberta! Ao fundo, Il Coliseo!


Marcello, Marcello!! Anita Ekberg fez a cena mais famosa do cinema italiano na Fontana Di Trevi. A gente conferiu de perto a locação usada por Felini.

Fim do dia em Roma... Muito calor, uma delícia. Hora de tomar uma taça de vinho - ou no caso da Cris, um cone di gelatto.

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Férias é bom demais, não? Finalmente eu consegui realizar a viagem que há três anos vinha planejando. Deu tudo certo, me diverti muito e estou me sentindo outra pessoa na volta. Cresci. De quebra, passei o final do roteiro com Cris Ferra e Valtito, o casal mais legal EVER, com quem vale a pena viajar, dar boas risadas e ficar de papo para o ar. As melhores férias, só faltou o Sr. Borges junto comigo. Mas essa honey moon fica para a próxima.

Mais fotos da gente em Roma no Flickr da Cris e do Valtito (eu ainda não fiz o meu).

Fotos do casal mais fofo do planeta na Cidade Luz, aqui!

Falta de noção ou o quê?

Paqueras podem constranger? Eu achava que não. Agora acho que sim.

Muitas tentativas depois (tipo umas 20), entrei na academia pensando positivamente em não desistir desta vez do plano "abaixo à mulher-gelatina". As primeiras semanas foram complicadas, porque o sedentarismo, minha gente, quando pega, demora para ir embora. Mas além de ficar fazendo força e suando em público, uma das coisas que sempre me incomodou nessa questão de frequentar a academia é a relação que a gente é obrigado a ter com o instrutor.

Não sei quanto a você, mas eu nunca gostei muito desse contato treinador-aluno. Porque fica aquela pessoa encostandinho em você bem no momento em que se está fazendo careta de dor ou numa posição bizarra. Tem gente que gosta, é verdade. Mas eu sou do grupo "ranzinzas de academia".

Anyway, esquecendo minhas esquisitices jornalísticas-nerds um pouco, lá estava eu indo todo dia diretinho no horário da manhã - junto com os vovôzinhos e vovózinhas, adolescentes e pessoas tão sedentárias quanto eu - até que algo começou a ficar estranho. O Sr. Instrutor foi ficando "amiguinho" demais da minha pessoa.

- Ah, mas porque você não veio ontem? Só porque está ficando com tudo em cima não vem mais na academia? (risinho maroto depois, aquela cara de Joey Tribbiani quando paquera alguém)

E depois...

- Ah, se precisar de alguma coisa é só chamar. Estala os dedos que eu vou pegar água para você, não precisa descer da esteira! (novamente risinho maroto e a cara de Joey Tribbiani quando paquera alguém).

"Oi? Como é? Não estou entendendo?". Começou a passar pela minha cabeça, então, que a coisa tinha estava ultrapassando aquela linha do "bom dia, tudo bem?", que é básico das pessoas educadas. Sabe quando você não bota fé que aquilo tá acontecendo? "Espera aí: tanta menina fazendo academia aqui comigo, com seus shortinhos combinando com a meia, o tênis e a faixa do cabelo e eu - vestida com a camiseta preta do U2 e uma calça pra lá de velhinha estou recebendo semi-cantadas??". Não, não, não. Ignorei, neguei. Achei que não deveria entrar nessa egotrip e fui deixando o papinho pra lá.

O caso é, minha gente, que estou agora numa mega saia-justa. O Ser-humano-instrutor foi passando do limite até me constranger. Na última vez, veio dizer que estava com "ciúmes" porque e tinha passado "muito tempo" conversando com um outro aluno da musculação.

- Demorou no exercício, hein? A conversa tava boa? - ele perguntou com cara séria.

- HELLOOOOO??? HELLOOOOO??? Que falta de noção, meu amigo!

Pior que fiquei com uma cara de tacho tão grande depois da frase que nem deu tempo de responder nada para acabar com aquela conversa. O cidadão falou seu gracejo, foi-se embora para outro canto e fiquei eu com metade da perna pra cima olhando para o nada.

A questão é: não importa se eu sou comprometida com outra pessoa ou não. Existe uma situação aí que fica complicada com esse tipo de comportamento. Eu até já dei uma gelada no assunto e dai sabe o que aconteceu? O ser-humano começou a me tratar mal. Tipo: profissionalismo zero. Duvido muito que se eu estivesse no status "single and fabulous" agora ia achar essa situação engraçada ou interessante. Ou será que estou errada?

Novidades no Blog Bazar


A foto acima mostra os pezinhos da minha mais feliz cliente - a Naru - uma chica muuuuito legal e antenada que passou no Blog Bazar das Esforçadas e levou dois sapatos que eu estava vendendo. Pedi a ela que me mandasse umas imagens de como ficou e... ela topou!

Aproveito para contar que eu coloquei mais pecinhas lá, sapatos também. E que estou fazendo uma promocione! Se você comprar um tanto, vai ganhar creminhos, batom, várias coisas. Quero aproveitar esse money para investir na minha viagem de férias, então, quem quiser fazer shopping e ainda fazer uma boa ação é bem-vindo!

Clica no Bazar das Esforçadas. Se quiser alguma coisa, é só postar um comentário que eu entro em contato.
Beijooooo

Como perder o tesão em Gael...

... ele virou uma versão mexicana do Daniel nesse vídeo. Bagaceiro e engraçado!
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Eu tinha postado o vídeo rapidinho para não perder o link em meio a mil janelas abertas no meu computer enquanto estava trabalhando e agora fui dar uma pesquisadinha básica (a pedidos da Malu). As imagens mostram Gael cantando uma versão em espanhol da música "I want you to want me" - só que MEGA brega, com direito a raparigas rebolantes de shortinho ao seu lado.

Mas, calma, ele não enveredou por outros caminhos artísticos. Tudo isso faz parte de seu próximo filme, "Rudo Y Cursi", no qual volta a contracenar com Diego Luna - seu companheiro em "E sua mãe também". A direção é de Alfonso Cuarón (que andou comandando alguns Harry Potter da vida). Ainda não li nada sobre a estreia do longa por aqui. Mas o trailer já serve de aperitivo, além de ser muuuoito ri-dí-cu-lo.

Survivor: 34 graus negativos*

Fui eu que insisti: "Marcela, conta essa história no nosso blog, por favor!!!". Ela atendeu ao meu pedido, ainda bem. Com vocês, mais uma convidada do As Esforçadas: Marcela Farrás e sua incrível e deliciosa éxperiência no frio canadense. Obrigada, Má!


Nunca imaginei que algum dia na vida eu sentiria um frio de dois dígitos negativos. Sabe aquelas temperaturas impensáveis, que só existem no ponto mais alto do Pólo Norte? Eu realmente não tinha noção do que me esperava em Montreal durante o auge do inverno canadense. Após algumas semanas em Vancouver, estava acostumada apenas com temperaturas de –5, -7, –9°C no máximo.

Logo que cheguei à ilha quebecoise, pensei: “Aqui é frio, mas não tanto quanto me disseram! Bando de pessoas exageradas”. Montreal seria fichinha! Hohoho...

Durante meus primeiros dias, questionei bastante a fama de geladeira do local. Até que meu mais novo amigo de infância Fábio conseguiu me amedrontar um pouco com seu discurso sobre os –20°C. Sempre que falávamos sobre temperaturas negativas, ele dizia “Frio de 20 graus negativos é horrível! Não dá pra sair na rua, tudo congela... Você anda de costas para o vento não te carregar e congelar os olhos”, e eu só pensava “Exageraaaaaaado!”.

Finalmente, o dia da minha iniciação ao frio congelante chegou! Ao sair de casa – ainda quando eu trancava a porta – senti minhas sobrancelhas, meus cabelos e (eca!) os pêlos do meu nariz congelarem. Não era um frio absurdo, eu estava bem com o casaco e as botas para neve, mas a sensação de congelamento do rosto foi desconfortável.

Choque superado, coloquei um cachecol sobre meu rosto e percorri cerca de 300 metros na rua, somente com os olhos de fora. Finalmente entrei no metrô, aliviada por completar o percurso mais gelado da minha vida. Passei a mão nos olhos e senti uma camada de lágrimas congeladas nos cantinhos. Quando tirei o cachecol do rosto, percebi que ele estava meio duro... O vapor da minha respiração tinha congelado o tecido. Será que eu sobreviveria a dois meses e meio de geladeira? Chegando na escola, conferi a temperatura: -21°C. Bem que o Fábio disse...

O contato com os –21°C foi marcante, mas nada supera o dia em que eu senti um frio de 34 graus negativos. Quando saí de casa, percebi que o congelamento do meu rosto foi diferente – forte a ponto de eu perder a capacidade de articular os músculos da face e, conseqüentemente, enrolar um pouco a língua para falar. Desde que fosse breve, isso não me incomodaria... Eu só precisava caminhar os 300 metros de todos os dias até chegar ao metrô, um lugar tão quente que me fazia até transpirar.

O começo da caminhada foi tranqüilo. Suportável até o momento em que começou um vento absurdo! Não tive escolha, virei de costas para não ter meu rosto congelado de fato e para conseguir vencer a força do vento contra os meus joelhos. Durante a ventania eu pensava em todos os alertas que meu amigo Fábio tinha feito e me culpava “Eeeeeee Marcela, quem mandou você duvidar do menino? Agora está aqui, congelada, cambaleando de costas”.

Depois dos –34°C, jurei nunca mais dizer que estou com frio, que minhas mãos estão congelando ou que um ventinho à la Monte Verde é forte. Sem dúvidas, todas as pessoas DO MUNDO deveriam passar por essa experiência pra conhecer um clima de freezer – porque geladeiras são até quentinhas perto disso.

Os anos 60 voltaram à moda ou nunca saíram?


Quando vi essas duas fotos de Drew Barrymore não resisti: cai de amores pelo make, pelo cabelo e pelo look completo da atriz. Eu já suspeitava que tinha uma queda pelas décadas clássicas - 40, 50 e 60. Acho tudo mais bonito, mais criativo, mais elegante. Assumo que sou uma retrô-nostálgica. Daí vem o meu palpite: essas décadas passadas nunca nos deixam, já reparou? Esse look Brigitte Bardot, tão charmoso, será eterno.

Mantenha a distância - ou faça como elas...


Alguns podem achar que as Esforçadas desse blog praticam o celibato - tamanha a falta de post sobre sexo e afins. Me dei conta disso esses dias. Mas a verdade é que para falar sobre sexo você precisa ter tempo de pensar em algo bastante original - senão cai naquele monte de chavões puritanos que não acrescentam nada, não é mesmo?

Voltando ao sexo - mas não tanto assim - esse tema também me veio à mente após assistir ao filme "He's not that into you" (ou "Ele não está tão afim de você") com uma amiga no último sábado. De antemão, um aviso: a não ser que você pague meia entrada (porque os cinemas estão pela hora da morte aqui em SP), espere sair em DVD. Não é graaaaande coisa, mas diverte.

Continuando o raciocínio, tem uma personagem no filme interpretada por Scarlett Johansson que é totalmente fatal. Ou melhor: ela sabe controlar muito bem sua sexualidade e não tem o menor pudor em tentar conquistar um cara casado usando seus atributos físicos. Ela é tão descarada que deixa até o rapazito desconsertado com tamanha segurança quando o encara como quem diz: "Quer? Vem pegar!".

Para mim, esse tipo de atitude serve de espelho para nós, mulheres da vida real, pensarmos um pouco sobre nosso comportamento diante do sexo oposto. Faz tempo que não dá mais para bancar a "boa moça" quando se está com o outro e, na minha opinião, fica meio ridículo insistir na postura "princesinha encastelada". Vá a luta, minha filha!

Dito isso, listo aqui outras personagens cinematográficas as quais você deveria prudentemente manter seu rapazito à distância (milhas de distância) ou que, num momento de solteirice, podem nos inspirar. Contando com Scarlett, uma versão bem moderna da mulher fatal, temos:
- Natalie Portman em "A Outra": no papel de Ana Bolena, interpretou a nobre inglesa que conseguiu fazer o rei Henrique VIII se divorciar em pleno século XVI. Ela também foi capaz de contornar as investidas sexuais dele com bastante charme e inteligência até se tornar a rainha da Inglaterra. Pena que morreu decapitada. Inspire-se: Para Ana, a sedução era um jogo de fazer os homens quererem exatamente aquilo que ela mesma queria.

- Angelina Jolie em "Sr. e Sra. Smith": Jennifer Aniston não levou a sério a fama de "devoradora de homens" da colega de elenco de seu então marido, Brad Pitt, quando a produção começou a ser feita. Não deu outra. Com aquela, difícil ter fidelidade que resista, seja de homem, de mulher... Inspire-se: Olhar poderoso. Jolie faz tudo acontecer com um mover de sobrancelhas.

- Kathleen Turner em "Corpos Ardentes": Tipo aranha viúva-negra, ela caça, mata e come, não necessariamente nessa ordem. Filme dos anos 80 que vale muuuuito a pena alugar, mostra a personagem de Turner acabando com o vigor sexual do pobre William Hurt enquanto lhe tira todo o dinheiro. Dissimulada até a última gota... Inspire-se: Não precisa fazer igual, mas ajuda a reconhecer quando uma delas está por perto.

- Marilyn Monroe em "Torrentes de Paixão": Indo um pouco mais lá atrás, encontramos a diva das divas no único papel em que não banca a loira burra e sexy. Incrível sua habilidade de encontrar a vítima perfeita e usar os homens conforme a necessidade do momento. Inspire-se: nessa personagem, nada é inocente. Do jeito de andar ao tom da voz, há sempre um propósito.

Nada de ficção

Duro é sua trajetória virar filme porque você foi assassinado brutalmente em uma das cidades mais civilizadas do mundo. Triste fim para Jean Charles - na telona interpretado por Selton Mello.

Lúxuria, lascívia... e bom-humor


Adooooro quando aparecem sites que falam sobre sexo de uma maneira divertida, inteligente, espirituosa. Tratar do assunto é muito mais díficil do que parece porque se pode descambar para a vulgaridade - ou para um puritanismo de dar sono.

Por isso recomendo o pauparatodaobra.blogspot.com. Vai lá, clica e me diz se depois você não vai ficar acessando, acessando...

Adooooooorei!

Por uma vida menos ordinária



Acabei de ler a reportagem de capa da revista Rolling Stone de março. Ela fala do novo álbum do U2 - "No Line On the Horizon" - e traz um perfil-entrevista ótimo com a banda. Eles são grandiosos, eles são chamados "a maior banda de rock do mundo", eles me remetem à palavra LIBERDADE.

Há pouco mais de 3 anos o U2 veio se apresentar aqui em São Paulo com a turnê "Vertigo". Eu quase não acreditei porque até o anúncio dos shows só aconteceu em janeiro de 2006 e, antes disso, eu estava frustrada por não ter conseguido juntar dinheiro suficiente para ir vê-los em qualquer outro lugar do mundo. Assim que chegou o dia anterior ao de abrirem as bilheterias para a venda lá estava eu. Fiquei das 4 da tarde de domingo até às 11h30 da manhã da segunda na fila para comprar o meu ingresso. Não dormi, mas também nem conseguiria. Era minha passagem pessoal para a liberdade que eu só conhecia nas letras e na minha imaginação.

Quem não foi ao show se arrependeu, com certeza. Eu cheguei nove horas antes de abrir os portões e estava entre as 1200 primeiras pessoas da fila (das 70 mil que encheram o Morumbi). Quando entrei no estádio, ainda consegui ficar bem diante do palco, na chamada "hot area", que tanta especulação gerou. Bono subiu ao palco com uma jaqueta estampada com a bandeira do Brasil à minha direita pontualmente às 9h45 da noite. A mágica então se instalou de vez e eu me lembro exatamente da sensação daquele momento: tudo no meu corpo tremeu. Suor, lágrimas, um sorriso imenso no rosto e os riffs de City of Blid Lights" tocando ao fundo. Fiquei muito perto, esmagada contra a multidão, de mão dadas com um monte de gente que eu nunca tinha visto, mas que compartilhavam comigo naquele momento mais do que já tinha experimentado em diversas amizades ao longo da vida.

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Não sou fã de outras bandas ou artistas a ponto de fazer o que fiz. Acho a Madonna incrível, por exemplo. Uma mulher que conseguiu muito poder e isso é inspirador. Mas jamais repetiria a mesma saga para assistí-la no palco. Gosto da voz e do tom messiânico de Bono, da guitarra piscodélica do The Edge, da seriedade do Larry na bateria e do estilo do Adam tocando baixo. Eles funcionam como um organismo. Posso citar aqui diversas músicas que mexem comigo por questões quase ideológicas, como "Pride - In the name of Love" ou "Sunday Bloody Sunday". Ou então aquelas que foram meus hinos particulares em momentos nos quais apenas precisava seguir em frente, como "Walk On" ou "Stuck In a Moment". As músicas do U2 são sempre minhas, não servem para compartilhar com um amor ou um momento entre amigos. Elas falam diretamente à minha alma.

Ainda não ouvi o novo CD da banda. Mas, como é possível perceber, seria impossível fazer uma análise imparcial do som. Provavelmente vou gostar - MUITO. Pelo texto que li, vou gostar certamente. Ele me fez voltar à idéia inicial que originou esse post: liberdade. Quando eu ouvia U2, sozinha andando pela praia, dirigindo, no quarto ou na balada, minha mente instantaneamente ia para longe. Para a grama verde de Slane Castle, na Irlanda, para as ruas movimentadas de Londres, para um pub qualquer em Dublin. Fazia eu me sentir uma cidadã do mundo, livre, livre, com apenas o coração batendo forte e um monte de coisas pela frente.

Não tenho como deixar de terminar esse post em tom melancólico. Fiz 27 anos há poucos dias e não fiquei satisfeita. A rotina se resuma a pagar contas, pegar trânsito, controlar as frustrações e - de vez em quando - ter alguma diversão. Não estou reclamando, só constatando. Nossa vida, como está não é ação - é reação. Você reage aos problemas e tenta contorná-los um a um, a medida que vão aparecendo. É uma teia que te envolve e não dá para sair dela.

Talvez seja por isso que nem penso ainda em casamento, filhos, casa própria... Essas coisas de "adulto". Dentro de mim tem um espírito que só quer vagar por aí sem se preocupar se a revisão do carro já venceu ou em voltar para casa pra trabalhar no dia seguinte. Por isso, uma certa melancolia me persegue. Mas agora eu já sei como acabar com ela.

Sorvete Obama

Depois de ter virado sushi no Japão, Obama agora se tornou garoto-propaganda de uma marca de sorvete na Rússia. Quer dizer, um boneco que lembra muuuuuito o Obama foi usado na propaganda do doce, que é de chocolate com baunilha. Não entendo nada de russo, mas a notícia diz que o texto do anúncio seria racistas. Numa tradução livre, a frase que promove o produto é "Está na boca de todos: o preto no branco. O prazer com o prazer". Grupos de direitos humanos já protestaram contra a brincadeira...

Realmente, foi um tanto de mal gosto, você não acha

E como vocês podem perceber, sou militante fortíssima da Obama-mania. Adooooooro ele!

No "Primeiro Mundo" é assim...

Essa eu ouvi no rádio hoje de manhã e achei o máximo!

A equipe do presidente americano Barack Obama inaugurou uma área no site da Casa Branca para as pessoas mandarem suas perguntas para ele. Tipo como se você estivesse o entrevistando. Os próprios internautas vão votando nas questões uns dos outros e aquela que for a preferida vai parar na mão de um dos jornalistas convidados para a próxima entrevista coletiva com Obama.

O que isso significa? Canal direto do povo com o líder de sua nação. Algo que poderia parecer utopia há alguns anos atrás e que a tecnologia fez cair por terra! Na minha opinião isso é democracia pura, meu bem!

Já aqui no Brasil.... ainda vivemos na era das trevas políticas.

O cúmulo da tecnologia é...

São Paulo. Tade chuvosa de terça-feira, 16h08 da tarde. Duas pessoas conversam por EMAIL, por MSN e via TWITTER. Detalhe: sentam a 8 passos uma da outra. E no final, uma delas ainda faz um post no blog!

Como somos neeeeeerds!

Ligeiramente pregnant!*

Ultimamente, “Deméter” a deusa grega da fertilidade, está dando o ar de sua graça na vida das minhas amigas. Para alguma delas, a gravidez já era um desejo pra lá de patológico, para outras veio assim, de surpresa. Mas, uma surpresa bastante positiva.

Embora, a maternidade não tenha me tocado ainda, resolvi dedicar um tempo para esse assunto. Ser mãe implica não só em ter uma nova postura perante a sociedade, como também administrar novos gastos e responsabilidades. É por isso que existe aquela máxima: quando nasce um bebê, também nasce uma mãe. Será verdade?

Para uma mãe de primeira viagem, como minhas queridas amigas, a experiência foi marcante. No momento que um nenê gorducho e cheio de dobrinhas abre “aquele sorriso” para a mãe, tudo é esquecido (as noites mal dormidas, as cólicas, as profundas olheiras, sua cara de zumbi e toda essa “dinherama” gasta com ele até o parto). Como diria minha mãe “filhos, se não tê-los, como sabê-los”.

Por Glaucia Balbachan, convidada de Lucy para o blog As Esforçadas

ps - A Mara, do blog Esmalte no Pé, também tem um post legal sobre maternidade...

Obama-sushi

E não é que os japoneses são criativos mesmo? Quem diria que Obama um dia fosse virar sushi! As imagens estavam no destaque principal da home do MSN versão Japão. Adooooooooooooorei! Pelo visto, todo mundo quer participar da Obama-mania!





Carnaval + Sol +São Paulo: não combina


Você gosta de carnaval?

Eu não. Não é que eu odeie... mas minha relação com o samba é tão improvável quanto a de uma nova-iorquina que faz cooper no Central Park ou a de uma camponesa da província de Setsuan, na China. Ainda sim, reforço, eu sou brasileira.

Gosto de ouvir o som das batidas das escolas de samba; gosto de ver o povo pulando; gosto até de assistir aos desfiles das escolas e admiro quem vive uma existência inteira para isso. Mas para ser do samba precisa ter talento. E eu não curto me jogar atrás do trio, tenho fobia de multidão (Salvador, nunca), não curto axé, acho as celebridades pipocando no eixo Rio-Bahia de irritar e se é pra ficar bêbada em um camarote qualquer, prefiro estar num lugar onde tenha somente os meus amigos. Daí você vai dizer - essa não é brasileira... e ainda por cima é ranzinza. Sou assim com o carnaval, fazer o quê?

Agora não tem nada que combine menos do que carnaval de sol e feriado em São Paulo. Nesta segunda-feira (23) entendi porque a praia é tão democrática: ricos e pobres, todos dão seu mergulho no mar, se refrescam e voltam para suas casas felizes - seja no bairro de Ramos ou na cobertura na Vieira Souto. Mas aqui em Sampa não dá: ou você tem piscina, ou tem algum amigo que tenha piscina, ou então divide a piscina com outros 100 mil humanos nos Sesc da vida. Ou então dá uma de Paris Hilton e aluga um quarto num hotel que tenha piscina (ok, hipótese absurda apenas levantada para enfatizar o que o calor fez meu cérebro cogitar).

De resto, é se contentar com um banho de mangueira - se você mora em casa. Porque nem isso é possível fazer nos apartamentos da vida. Ahhhhh, é por isso que as pessoas viajam - para não passar calor em São Paulo no feriado. Agora entendi, agora caiu a ficha! E apesar de gostar da cidade, fiquei foi bem feliz quando caiu o maior pé d'água na última segunda e acabou com qualquer possibilidade de eu fazer loucuras aquáticas por aí.


ps- quero deixar claro que sou super a favor desse feriado. Ele é tudo de bom na nossa vida proletária!

ps 2 - alguém manda a Luma de Oliveira de volta para o limbo de onde ela saiu, por favor!

Uva-passa, eu?

Dei de cara com um pote de creme anti-rugas esses dias em cima da mesa da redação. Era free, quem quisesse podia lever ele embora. Na hora pensei "ah vou levar para minha mãe". Mas em casa, quando abri a embalagem, estava escrito que ele era indicado para mulheres de 25+. Ou seja: para mim!

Primeira reação: desde quando mulheres de 25+ precisam de cremes anti-rugas? Segunda reação: será que eu preciso de cremes anti-rugas? Terceira reação: sentada ao lado o potinho comecei a escrever este post com cara de dúvida (mas sem forçar os músculos para não criar "linhas de expressão").

Me lembrei também de que outro dia uma amiga me ofereceu seu Renew: "Quer para você? Está quase novo, só usei um pouquinho, mas começou a me dar espinhas porque ele é muito oleoso para a minha pele". Detalhe: a fofa vai fazer 26.

Ainda não fui convencida pelo anti-rugas. Acho precoce demais começar a passar isso aos 25+. Uma geração adiante e logo as menininhas de 18 vão achar que também estão nessa onda.

E você, já aderiu ao creme anti-rugas? Eu, particularmente, acho que a questão do envelhecimento é o maior medo das mulheres de nossa geração. E me incluo na lista.

Pose para o flash!

Depois de tanto trabalhar com famosos e afins, não é que tive uma experiência do outro lado da câmera esta semana? Coincidência ou não, foi bem quando deixei o mundo das famosidades para entrar no mundo do "chic é ser inteligente". Postei ai o registro da minha pessoa com o Sr. Borges no site Glamurama. Fino, não? E a festa foi uma delíiiiicia.