Sumi. Sim. Desapareci das ondas internéticas por mais de uma semana porque.................... estou de FÉRIAS! EBAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! Imagine uma pessoa gritando bem alto de alegria: sou eu, megafeliz com o fato de que terei tempo para ver em qual estrada minha vida está andando, se quero mudar, para onde vou e quem sou eu, agora, depois de tanta coisa que vem acontecendo na minha vida.
Por isso dei um tempo na net, no telefone, no mundo. Fiquei quietinha para entender os pensamentos e os acontecimentos. Achei que iria sentir falta, mas não senti. Sinal de que tudo estava meio saturado em torno de mim. Ainda estou caminhando e espero estar zerada com as minhas questões e bem forte para voltar à rotina. Mas por enquanto... quero só sombra e água fresca. Como boa nerds que sou, fui na biblioteca da pós-graduação e peguei logo cinco livros sobre cinema e Marilyn Monroe. Vou hoje assistir ao novo filme do Batman numa sessão bem no meio da tarde... de manhã, já dei uma caminhada bem gostosa (mesmo com o tempo seco, sequinho), e mais tarde quero ler, deitada nos braços do meu namorado. Sim, minha gente, porque é esse tipo de coisa que faz a vida valer a pena.
Sei que é difícil parar o mundo pra pensar no que queremos, o que a vida está nos trazendo, por onde estamos caminhando. É muito complicado fazer isso em meio a rotina, os horários, o trânsito, os compromissos, o trabalho que suga a nossa energia, as relações degastadas com as pessoas... enfim. Mas é necessário, é preciso. Saber quem realmente somos dá trabalho e não é algo que acontece do dia para a noite. Você tem que enfrentar seus medos e seus sonhos.
Para terminar esse post um tico confuso de maneira poética, coloco aqui um texto que minha amiga Claudia (muito querida e batalhadora) me mandou. Aproveito e pergunto: o que você quer guardar e o do que você quer se livrar?
Guardar
Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la. Em cofre não se guarda coisa alguma. Em cofre perde-se a coisa à vista. Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado. Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela, isto é, estar por ela ou ser por ela. Por isso, melhor se guarda o vôo de um pássaro Do que de um pássaro sem vôos. Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica, por isso se declara e declama um poema: Para guardá-lo...
Antonio Cícero
Há semanas estou ensaiando o post que deveria ter saído logo após esse. Não tive vontade de falar novamente sobre isso. Sim, é uma coisa que me incomoda muito. Queria ver, também, se alguém se identificaria com o post – eu tinha certeza que sim.
A Ju Santos tem medo de passar sobre pontes; a Isolda cancela compromissos e sobe, se precisar, 15 andares de escada só pra fugir do elevador; a Luana se mantém sempre ocupada por temer seus próprios pensamentos; a Patrícia sente exatamente a mesma coisa que eu...
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10 horas de uma noite qualquer, há cerca de um ano atrás
“É tarde. Estou cansada. Saio da minha mesa já sonolenta, com a certeza de que eu fiquei mais do que deveria no trabalho.
Caminho sozinha, no frio, pelo estacionamento. Meu carro está todo embaçado. Uma breve chuva o deixou assim. Entro, abro os vidros, ligo o desembaçador e rumo para a Marginal. Não enxergo quase nada, os vidros estão acinzentados e isso me causa um certo desconforto.
Ponte, viro à direita: Marginal. O sono parece crescer. Os vidros ainda não estão cristalinos.
Pista expressa. Sempre vou à direita no limite da velocidade. Hoje não. Uma angústia me toma. Sensação de estar sonhando. Meu cérebro pressiona meu crânio e meus ouvidos. Minha garganta trava, falta ar. Suspiro uma, duas, três vezes. Pego o meu celular e ligo para o meu namorado. Ele manda eu ir para a local, parar num posto de gasolina qualquer e esperar que ele chegue. Obedeço, mas não paro. Se eu estacionar o carro agora, não saio mais daqui. Peço para ele ficar na linha enquanto dirijo e tento manter a sanidade. Respiro fundo. Será que estou ficando louca?
Assim, a 20km por hora e no celular, vou para casa. Sinto muito medo. Medo de perder completamente o controle. Vou gelada.
Já perto de casa, desligo o celular. Tudo piora agora que estou sozinha, mesmo que esse alguém esteja presente só em voz.
Chego e deito no sofá. Só agora me sinto bem e segura. Não ligo a TV e fico pensando, catatônica, no que acabara de acontecer comigo. Eu sei o que aconteceu.”
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Depois disso, desci a ladeira. Fiquei mais de um mês sem dirigir e comecei a me apavorar até de ficar sozinha na minha mesa, no trabalho. Todas as janelas me davam medo. Cerca de uns 15 dias depois do episódio do carro, procurei um psiquiatra. Fui na emergência mesmo. O segundo medicamento receitado pela médica simpática me fez muito bem.
Em um mês eu era outra pessoa. Tinha um pouco de receio de dirigir, mas estava tão feliz... Devo ter ficado uns 8 meses - sem brincadeira - sem chorar. Todos disseram que eu estava mais tranquila e parei de brigar com a minha mãe nos sábados de manhã. O único medo que persistiu foi o de altura. Engraçado.Tomo paroxetina há um ano. Tento parar há 2 meses. Minha vida não é mais cor-de-rosa. Sinto um pouco de medo de dirigir a noite e pavor de pegar a pista expressa da Marginal. Todas as vezes que tento, pareço estar entrando num filme de terror. Sim, eu sei que isso é totalmente psicológico, mas afeta o fisiológico. Enfrentar uma situação de estresse faz com que seu corpo libere uma carga de adrenalina. No caso da Síndrome do Pânico, essa adrenalina é "disparada" sem mais nem menos e você passa a ter medo do que estava fazendo - no meu caso, dirigindo na Marginal.
Não sou mais a pessoa mais feliz do mundo. Voltei a ser brava e estressada. O pior, ansiosa. Estou na fase de tomar meio comprimido a cada 3 ou 4 dias, como muleta mesmo. Se sinto uma pressãozinha na cabeça, uma tontura ou medo de perder o controle, comprimido pro bucho.
Espero, com este post, estar ajudando a mim mesma e a mais pessoas que passam por isso. Segundo Julio Peres, psicólogo que entrevistei, falar dos seus traumas faz com que eles sejam superados.
Foto: http://entresonhos.blogspot.com/
Existem maneiras e maneiras de ser acordada pelo telefone num domingo. Uma delas é acordar ao som delicioso da voz do seu amorzinho; outra é esta, abaixo, vivida por nosso querido amigo que trabalhou de casa no finde:
10 horas da madrugada de domingo
TRIM, TRIM, TRIM
- Alow – disse Danilo, com aquela voz-sonâmbula de quem acabou de ser acordado.
- É a Fulana de Tal. Te acordei? - disse a pessoa do outro lado da linha.
- Ahãn– pq gente que acordou agora não fala, resmunga.
- Pois bem. Liguei agora pois acho que 10 horas já é um horário razoável para se estar acordado num domingo...
Ok! Ok, ok, ok. A gente trabalha de fim de semana, faz plantão na boa. Mas ouvir isso logo cedo de uma pessoa que acha que é seu chefe, ninguém merece...
Estava moscando domingo de tarde em casa. Resolvi, então, dar uma repaginada no visual do blog. Será que as outras esforçadas vão gostar?
Não, não fui abduzida por extraterrestres. Não, também não morri e essa mensagem não é psicografada. Ops, também não, não tive um ataque súbito de amnésia e esqueci quem sou, onde estou ou para onde vou (embora quase tenha esquecido login e senha para acessar esse humilde bloguinho... hehe).
Continuo sendo a Gra, pobre mas esforçada (e cada vez mais, a mercê de uns e outros....). Tenho tanta coisa para falar. Boas, nem tão boas, complexas, nem tão complexas....
Mas o mais legal é que volto para meu aconchego, parafraseando Elba Ramalho, em um momento complicado da vida: fui abandona. Sim, largada às traças, ao deus dará. E sabe por quem? Pela minha psicóloga. Sinto que nem uma profissional aguentou meus momentos de loucura. Vou contar para vocÊs
Um lindo sábado de sol, pego o possante em direção à terapia. Trânsito bom na Paulista, mais tranqüilo ainda na Vila Mariana. Lugar fácil para estacionar. Tudo muito estranho. Mas ainda acredito em bons dias de sorte. Ledo engano. Entro na terapia
- Bom dia, Graziela!
- Bom dia!
Momento de se sentar. A cadeira não é lá tão confortável assim, mas já estou acostumada. Passarinhos piam lá fora. Penso: “realmente o dia vai ser bom”. Quero começar a falar, mas ela é mais rápida.
- Então, Graziela. Está complicado manter o consultório aqui em São Paulo só de sexta e sábado e ficar no interior durante a semana (ela se mudou para trabalhar fora). Vou ter que fechar...
Depois disso, não escutei mais nada. Só pensava: e agora? E agora, quem poderá me defender? Como não sentar nessa cadeira tão legal (não era ruim até minutos atrás???), olhar para minha querida amiga (ué, mudamos a relação??) e falar de tudo. Chorar, sorrir... Um aperto, daqueles que eu tinha a cada ano quando mudava de sala na escola, foi dando no peito. Mas não, eu era forte e não iria chorar por causa disso, né? Imagina.... Quando ela tentou voltar ao objetivo da sessão – falar de mim -, meu olho foi se enchendo de lágrima e ...
- Graziela, você quer chorar?
Buáááááááááááááááá.
- É que eu me apego demais nas pessoas, sabe?
Sabe? Não, acho que nem ela nem eu sabíamos disso. Não queria mais falar de nada durante toda a sessão, só ficava pensando que não teria mais sessão, então para que falar? Fui embora triste, arrasada, dispersa... Acreditam? Agora a nova missão é arranjar uma nova. Acho que sem psicológa, depois de eu ter chorado porque minha sessão acabaria, não dá pra ficar, né?
Existem momentos em nossas vidas em que parece que tudo vai mal. Falta dinheiro, felicidade, amor, fé... Espere. Supere. Aguarde o tempo que for preciso. Tudo tem o momento certa pra acontecer. E na hora que uma coisa boa acontecer, todo o resto se acerta, como um dominó do bem.
Eu tenho um sonho. Entrei hoje numa banheira de água fria e por lá ficarei por tempo determinado: 6 meses. Espero aguentar a temperatura.
Não, ninguém é obrigado a conviver com os vizinhos – nem aqueles colados à sua parede, de casa geminada, sabe? Dou bom dia, boa tarde, boa noite, mas nunca fui aquela pessoa espontânea, que faz amizade com todo mundo. Sou na minha. Já minha mãe, dá beijo até em porteiro. Tanto que no prédio em que morávamos, ele era a fim dela (sim, pode rir).
Num outro apartamento, tínhamos uma vizinha solteira - mas não solitária. Vira e mexe, mamis se queixava de não conseguir dormir direito devidos aos gritos e sussurros vindo do apartamento ao lado – graças à parede praticamente de gesso que separava seu quarto do dela. Isso quando a cama não batia na parede e era aquele estardalhaço...
Quando morava num condomínio de casas era uma “maravilha”. Acordava, abria a janela e dava bom dia a (o) vizinha (o) da frente. Só que lá a coisa era meio feia: o marido da moça bebia, o filho solteiro tinha 457 filhos espalhados pelo mundo e a filha era meio barraqueira. Um dia, em meio a uma briga homérica, a velhinha, mãe do marido, começou a gritar: “Fulana [minha mãe], vem acudir!!”. Da janela, a gente via um quebra-quebra. Era soco, puxão de cabelo, arremesso de celular... Mas minha mãe não foi, não. Em briga de irmãos, ninguém mete a colher.
Uma vez, no mesmo prédio do porteiro apaixonado, a minha gata Tainá resolveu dar uma de passarinho. Ela saiu da tela de proteção e ficou equilibrada num apoio de uns 10cm – eu morava no segundo andar. Quando ouvi os miados levantei da cama, abri a janela e vi o bichano rumo a vida eterna. Num salto, peguei o meu colchão e disparei escada abaixo de pijama, meias e tudo. Coloquei o colchão debaixo da janela e fiquei gritando frases como: “Volta pra dentro, Tainá”, “Ai meu Deus, ela vai se jogar”, “Ahhhh, cuidado!”, “Mãe, oferece queijo pra ela”. Não preciso nem dizer que existia pelo menos uma cabecinha por andar olhando pra baixo e assistindo a louca lá embaixo. Foi ao que me surge uma velha fdp no primeiro andar, bem debaixo do meu. Ela abriu o vidro para ver o que estava acontecendo e seus poodles começaram a pular e latir na janela. Eu, muito simpática, pedi graciosamente para que ela encostasse o vidro, pois os seus adoráveis cachorros estavam assustando ainda mais a minha gata-suicída. Sabe o que essa velha fez? Um gesto com a mão tipo “não estou ouvindo o que você está falando” e saiu. Olha, me subiu o sangue de uma maneira que eu me segurei pra não bater na porta e na cara dela. Como que ela não ouviu do primeiro andar o que eu GRITAVA do térreo? Eu sei que por uns minutos eu transformei a vida dela num inferno. Quando minha gata desistiu de pular e eu subi para o apê, eu e minha mãe fizemos uma serenata para ela: batemos com cabo de vassoura no chão, pisamos forte etc. Foi o nosso troco.
Mas todo este post foi pra contar um “causo” que aconteceu agorinha. No condomínio onde moro, tem uns vizinhos meio folgados. Quando eles se mudaram, batucavam na nossa cabeça até 10 da noite, pois seus pedreiros só podiam trabalhar pra eles à noite. Um belo dia minha mãe deu um “piti-doido” e ligou lá falando várias. Depois disso, mamis-amiga-do-mundo passa reto quando vê o casal.
Hoje, ao levar o lixo na rua, minha mãe deu de cara com quem? Sim, os vizinhos barulhentos. Só que ela estava de pijama e ficou morrendo de vergonha. Pra descontrair, deu boa noite e disse: “ééé, já estou de pijaminha”, ou algo assim, e saiu andando na frente deles. Quando ela entrou em casa se deu conta de que estava usando aquele pijaminha velhinho amarelho, que tem um RASGO GIGANTESCO no popozão. Imagine o que eles não riram dela depois – mas com certeza foi menos que eu, que caí na gargalhada.
Me conta seus “causos”, agora? Seus vizinhos são gente boa?
Sobre o que disse a Luisa
Postado por Lucy Lane às 09:26 Leia apenas Comportamento, Lucy, Relacionamento"Mas a minha crise é acreditar na diferença entre solteira e solitária! ver que nao sou chata, feia ou gorda por nao ter um namorado.. nem preciso ser infeliz com esse horizonte vazio! Ligo pras amigas e aproveito para conhecer lugares novos, contar as novidades ou só rir das bobagens de todo dia!" - Luisa, comentando o post abaixo "Socorro, virei uma mulherzinha".
Li o comentário da Luisa para o meu post e fiquei pensando: por que apesar de sabermos que somos MASSA, boas pra caramba, competentes e luxuosérrimas, ainda sentimos essa pontinha de insegurança quando não se tem um namorado?
Dá quase vergonha de admitir que esse pensamento já passou pela cabeça. Pela minha, eu confesso, ele ia e voltava mil vezes ao dia. Hoje tenho um companheiro, é verdade. Mas nem sempre foi assim. Aliás, na maior parte do tempo da minha vida eu fui SOLTEIRA. E solteira daquelas convictas, de avisar "olha benzinho, nem vem que não vai rolar mais de duas semanas com você".
De cara eu já analisava o rapaz, a situação, ficava me imaginando ter que apresentar ele pra família, ter que fazer "programinhas de casal", ficar em casa vendo televisão... só isso quando eu tinha o mundo das possibilidades na minha mão. Difícil de trocar hein?
Acabei desenvolvendo um verdadeiro pânico de compromisso. Claro que isso não é bom e tem raízes em outras coisas também - não só no fato de os homens atualmente estarem tão desinteressantes. Mas preferia mil vezes sair com as amigas, ficar em casa lendo, ir fazer compras ou qualquer programa a pensar em vestir a fantasia de namoradinha alheia.
Paquerar também era uma das minhas distrações preferidas quando eu estava single. Nada de levar a sério esse tipo de coisa. Eu desenvolvi uma técnica nos últimos tempos de solteira: abordar e conversar. O máximo que podia acontecer era uma resposta mal dada. Dai, passo adiante e vamos para o próximo. Claro que você não pode esperar que cada noite possa ser aquela em que vá conhecer o "homem da sua vida" - discordo essa designação porque parece que teremos apenas UM na vida inteira...
Claro que eu também me sentia sozinha. Isso no sentido de não ter uma companhia masculina que me inspirasse a dar o melhor de mim, que fosse sedutora, que se preocupasse, enfim, que gostasse de mim exatamente como eu sou. Esse tipo de sentimento faz a gente se jogar em cada furada! É preciso muito cuidado com ele. Transforma as maiores "roubadas" da vida em verdadeiros "príncipes".
E é nesse momento que precisa se entender uma coisa (ou ao menos tentar, sei que não é fácil): não existe namorado por merecimento. Tipo: sou legal, bacana, bonita, limpinha e isso equivale a eu conhecer um cara suuuuuper xuxu que vá ficar comigo. Definitivamente isso não acontece. Aliás, às vezes se dá ao contrário. Quanto mais você procura, mais homem desinteressante aparece. O que fazer nessas horas?
Acho que as mulheres, ANTES DE TUDO, precisam se auto-conhecer. Você sabe quem realmente você é? O que gosta? O que não tolera? O que pode melhorar? Que tipo de vida lhe agradaria ter? Como se diverte? Quem você vê no espelho depois que tira a máscara social usada no trabalho, diante dos amigos, para andar na rua?
Saber tudo isso ajuda a conhecer, exatamente, o que se quer. E não entrar em furadas para sofrer à toa (mulher adooora uma lágrima, não?). Ajuda a perceber que quando você se AMA de verdade (olha, não estou copiando nada de um livro de auto-ajuda) fica mais fácil compreender os outros e atrair coisas boas. Não importa se você é gorda, feia, barriguda, meio caolha, banguela, magricela ou manca. Definitivamente não é isso que conta. Saiba bem quem você é: acredito que isso já ocupa bastante do tempo e é meio caminho andado na hora de decidir se vale mais a pena ficar solteira ou não.
Sexta-feira à noite e você não vai ver seu namorado. Primeiro porque ele começa a trabalhar às dez da noite; segundo, porque você ficou presa no rodízio e agora ele está ocupado, tem as coisas dele pra fazer antes de ir para o trabalho, blá-blá-blá.
Resultado: pequeno surto mulherzístico! Virei uma mulherzinha por alguns minutos.
Com voz de birrinha, falei: "Mas hoje é sexta, a gente não vai se ver??". "Sim, mas daí a gente se vê amanhã, amor...", disse ele. E eu: "mas e agora, vou fazer o quê?".
Vergonha, Luciana! Vergonha!!! Fiquei de bico, desliguei o telefone com a certeza de que ele não gosta mais de mim e que fatalmente nossa relação estava em crise.
Surto!!!!!! Virei uma mulherzinha!! Fui encorporada por uma dona-de-casa-desesperada! Cai num balde cor-de-rosa minha gente!!!!
Socorro! Me amarrem no pé da cama, me joguem um balde de água fria, me levem num bar lotado de homem solteiro e gato (nem precisa ter inteligência envolvida). Tratamento de choque pra expulsar essa "mulherzinha" que se apossou de mim.
Alguns minutos depois, me deu um acesso de riso. A sanidade voltou e comecei a rir da palhaçada que fiz no telefone. Me belisquei, olhei no espelho e fiz uma cara de... LIBERDADE! Meu namorado não define quem eu sou. Ao contrário: sou uma mulher independente, moderna, vacinada e com diversas possibilidades.
Dá trabalho lutar contra essa criação patriarcal a qual somos submetidas durante toda a nossa vida. "Mulher tem que casar, mulher tem que ter filho, mulher sozinha... solteirona". Graças a Deus Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte estão aqui para nos salvar com esta que é a nossa bíblia moderna - "Sex and the City".
Tomei um banho, troquei de roupa. Acho que vou ao cinema com uma amiga. Não tem nada melhor do que uma boa companhia pra exorcizar esses fantasmas que de vez em quando chegam perto da gente! Sai encosto que pus um salto e vou pedir um cosmopolitan.
PS - Assisti à "Sex and the City". Logo mais posto o que achei do filme aqui. Não perca!

Luciana Borges é uma jornalista das boas. Adora comprar sapatos e usa brinco de um lado só. Relutou até o fim, mas agora adora sua calça skinny. Ama arrumar as malas e cair na estrada. Ou melhor, no avião. E fala pacas de cinema. Habilidade especial: dar conselhos
Cristiane Senna é uma vegetariana convicta. Ai de quem contrariá-la! Não sai de casa sem base, rímel e blush. Adora todas as sandálias da Melissa e ama gatos - tem oito. Queria ser veterinária, é jornalista - adora - e quem sabe um dia não ganhe a vida como bióloga. Habilidade especial: dar foras e fazer rir
Graziela Salomão é um mistério. Mas basta ela deixar de usar sua sombra prateada que é problema na certa. Adora cremes anti-idade, apesar de ter só 26. Jornalista convicta, adora Chico Buarque e, quem sabe um dia, o entreviste pessoalmente. Habilidade especial: companheira para todas as horas
