Assista ao trailer que tá rolando na internet. E confira a foto do Coringa, de Heath Ledger: dá medo, não dá!
Faz algum tempo que eu vi esse filme com meu namorado. Eu insisti, ele não queria. Fez uma cara de "hummm sei não". Tudo por culpa do Owen Wilson, que está no elenco. E sabe como é, Owen é aquele do Penetras... daí não rola.

Essas fotos foram tiradas no domingo, dia 9 de dezembro, quando percorremos South Beach para fazer a matéria em um dia. No meio do caminho, na Ocean Drive, esbarramos em Paris Hilton, e fizemos um paparazzi. Na praia mesmo não tinha muita gente. A água estava um pouco gelada, mas o mar era bem bonito, bem azul.

Essas barraquinhas você pode alugar, ao preço de 10 dólares o guarda-sol e 6 dólares as cadeiras, para passar o dia na praia. E aí, gostaram das fotos?Acordei.
Droga! Acordei antes mesmo do despertador tocar às 6h45 da madrugada. Sim, da madrugada. Deus, quanto esculpiu os Mandamentos em tábuas de pedras, escondeu o 11°: Não acordarás antes das 9 horas da manhã, sob pena de multa divina.
Pedi café na cama e o tomei de olhos fechados. Sono. O motorista chegou 15 minutos antes do previsto, enquanto eu dormia no chuveiro. Apressei-me. Coloquei uma calça jeans, um tênis All Star branco e sujo e uma blusa cinza meio-calor, meio-frio.
- Vai fazer calor – disse minha mãe.
Tirei a blusa e vesti uma blusa bem summer, verde-musgo com flores laranja. Como é de praxe, peguei minha jaqueta-surrada-preta-cinza-de-zíper-que-eu-amo. Meu destino: Teatro Raul Cortez, numa rua paralela a 9 de Julho.
- É por aqui, já estamos chegando – me assustou o motorista, afinal eu tinha colocado meu óculos-escuros para dar uma cochilada enquanto ele tentava driblar o congestionamento – que eu não vi – da Tiradentes.
Cheguei. Lugar bonito. Reparei que as pessoas estavam bem vestidas demais para jornalistas em um fórum sobre mídia digital. Burra, eu. A maioria eram marqueteiros, publicitários e diretores. Olhei para a meu All Star e desejei que eles se transformassem em um sapatinho alto de bico redondo, bem menininha – casava perfeitamente com a minha blusa bem summer verde-musgo com flores laranja. Respirei fundo e fui. No meio daquela gente tão arrumada devia existir um ser como eu.
Sorte. Fui acolhida por uma diretora super boa gente da editora em que trabalho. Tomei o segundo café da manhã – dessa vez acordada – e entrei no teatro para assistir palestras muito boas, com pessoas competentes e sabidas.
Deus, como comi. O almoço, a sobremesa e o cafezinho da tarde estavam ótimos. Pena – ódio - que eu ainda tive que ir trabalhar. 12 horas na ativa.
Deitei na cama e dormi como uma pedra. Agradeci por poder acordar todos os dias às 9 da manhã. Amanhã, pensei, quero acordar é às 11!
05/12/2007
- Ai Cris, ai Cris, ai Cris – aparece a minha mãe tremendo os braços, pulando e com cara de terror na penumbra do meu quarto.
- Pelo amor de Deus, o que aconteceu – me apavorei.
Explico: todas as vezes que minha mãe me acorda assim, algo de muito ruim aconteceu. Ou ela decepou um dedo com uma faca de pão, ou a Tainá (minha gata) está presa para fora da janela no segundo andar -um dia conto essa história -, ou ela está tendo um super-mega-sufocante ataque de pânico.
- Ai, sabe o que aconteceu? Eu fui abrir a varanda do meu quarto e uma lagartixa gigante caiu em cima de mim e da Gui (a mini-gata). Ela andou nas minhas costas. Lagartixa morde?
- Que horas são? Disse eu, com um olhar fulminante.
- 7 horas.
- PQP. Você quase me matou de susto por causa disso?
Nisso, eu já tinha perdido o sono. Pelo menos minha mãe trouxe o café na minha cama para se redimir.